O ministro, porém, ressaltou a necessidade de medidas protetivas serem acompanhadas de responsabilidade fiscal

Nesta quinta-feira (11), o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a possível retomada do auxílio emergencial pelo valor de R$ 250, e destacou a importância de manutenção do Bolsa Família. Pronunciamento do ministro vem na esteira de  cobranças públicas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de falas do presidente Jair Bolsonaro sobre a necessidade de se manter por  “3 ou 4 meses”.

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“As camadas protetivas que eram 600, caíram para 300, agora podem descer digamos pra 250”, insinuou Guedes ao ressaltar que Saúde e Economia precisam se recuperar juntas.

O ministro voltou a atrelar a manutenção do auxílio a necessidade de reformas e a aprovação de uma nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de Guerra. Segundo Guedes, o pagamento do benefício é impossível dentro do teto de gastos ou da regra de ouro, por isso a necessidade da PEC.

Além disso, o Ministério espera contar com a Câmara para aprovar privatizações e o congelamento do aumento de salário dos servidores públicos como contrapartida para manutenção do auxílio. A pasta não pretende aumentar a carga tributária, mas não descarta a substituição ou criação de algum imposto.

Elogios ao Bolsa Família

Guedes também elogiou o Bolsa Família criado nos governos petistas. “Você quer acabar com a pobreza? Dá o dinheiro na mão do pobre e ele decide o que fazer. E foi o que o PT fez com o Bolsa Família. Um belíssimo programa, e foi um sucesso. Eles atingiram 40 milhões de brasileiros e merecidamente foram reeleitos algumas vezes, porque fizeram um bom programa social”, reconheceu o ministro.

O ministro, porém, ressaltou a necessidade de medidas protetivas serem acompanhadas de responsabilidade fiscal. “Tudo isso tem que ter bom fundamento fiscal, se não se perde, como se perdeu”, disse.