publicidade

Os sintomas da gripe são agudos. A pessoa começa a se sentir mal, logo vem a dor de garganta, muita dor no corpo, febre alta prolongada e tosse

A partir de quarta-feira (10) até o dia 31 de maio será realizada a 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, sendo 04 de maio o dia de mobilização nacional. O objetivo da campanha é reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população alvo para a vacinação.

No Espírito Santo, 1.036.563 pessoas estão entre o público-alvo da campanha, que tem como meta imunizar pelo menos 90% (932.907) do total, conforme estabelece o Ministério da Saúde. Para atender a essa necessidade, o Estado recebe um total de 1.130.100 doses da vacina do governo federal. As doses serão distribuídas para os municípios para que eles vacinem o público-alvo, ação que é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou conforme a estratégia de cada administração.

Fazem parte do público-alvo pessoas com 60 anos ou mais de idade; crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos de idade (até 5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores das escolas públicas e privadas; povos indígenas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, enfatiza que todos que fazem parte dos grupos prioritários da campanha devem receber a vacina para obter proteção contra a gripe e evitar possíveis complicações de saúde. Segundo ela, a gripe pode provocar hospitalização e morte principalmente entre os grupos de alto risco que não receberam a vacina.

Ainda de acordo com Danielle Grillo, as vacinas utilizadas pelo SUS nas campanhas nacionais de vacinação contra a influenza são trivalentes. Sua composição é estabelecida anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com base nas informações recebidas de laboratórios de referência sobre a prevalência das cepas circulantes. A recomendação sobre a composição da vacina ocorre no segundo semestre de cada ano, para atender às necessidades de proteção contra influenza no inverno do Hemisfério Sul.

No Brasil, a composição da vacina foi divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na Resolução-RE Nº 2.714, de 4 de outubro de 2018 (publicada no DOU nº 193, de 5 de outubro de 2018). Vacinas influenza trivalentes a serem utilizadas no Brasil a partir de fevereiro de 2019 protegem contra três tipos de vírus: H1N1, H3N2 e um tipo de Influenza B.

Deve-se salientar que ocorreram duas mudanças em relação à vacina trivalente indicada para a temporada de 2019, as cepas H3N2 e B.

Sintomas da gripe

Os sintomas da gripe são agudos, ou seja, surgem de repente. A pessoa começa a se sentir mal, logo vem a dor de garganta, muita dor no corpo, febre alta prolongada e tosse. Muitos sintomas da gripe são semelhantes ao do resfriado, que também causa tosse e coriza, apesar do paciente não ficar tão prostrado e às vezes nem apresentar febre. Em alguns casos, a infecção pelo vírus influenza pode evoluir para um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em que o paciente apresenta sintomas gripais associados a uma forte dificuldade de respirar.

Para não haver dúvida nem correr risco, é importante buscar atendimento médico mesmo se os sintomas forem mais brandos. O médico é quem poderá, de forma segura, fazer o diagnóstico e determinar o tratamento.

Há situações em que pessoas relatam terem ficado gripadas depois de tomarem a vacina influenza, mas a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações explica que a vacina é composta de vírus inativado (morto e fragmentado), portanto, não provoca a doença. Pode acontecer, no entanto, de a pessoa ter tido contato com o vírus influenza poucos dias antes de ser vacinada ou antes de o corpo ter produzido a imunidade, por isso a doença se desenvolve no organismo mesmo com a aplicação da vacina.

Público-alvo

– Pessoas com 60 anos ou mais de idade;

– Crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos de idade (até 5 anos, 11 meses e 29 dias);

– Gestantes;

– Puérperas (até 45 dias após o parto);

– Trabalhadores da saúde;

– Professores das escolas públicas e privadas;

– Povos indígenas;

– Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;

– Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;

– População privada de liberdade;

– Funcionários do sistema prisional.

Casos

Em 2018 foram registrados 160 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza no Estado, sendo 106 por influenza A (H1N1). Em 2019 não houve casos registrados.

Em 2017 foram registrados 66 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza no Estado, mas nenhum caso por influenza A (H1N1).

publicidade