O diagnóstico precoce pode ser realizado por meio dos testes rápidos para o HIV, gratuitos e disponíveis nas Unidades Básicas de todos os municípios do ES

Está chegando o Dezembro Vermelho, o mês de conscientização sobre o vírus HIV. Só no Espírito Santo, desde 1985 até dezembro de 2018, foram registrados 15.538 casos. O estado tem uma média de 1.200 novos casos por ano de infecção pelo vírus HIV.

Em 2018, foram registrados 1.068 novos casos e, em 2017, 1.255. Os dados do ano vigente são contabilizados ao final do primeiro semestre do próximo ano. Atualmente, 12.210 pessoas que vivem com HIV/Aids no Espírito Santo estão sendo tratadas com antirretrovirais nos Serviços de Atendimento Especializado em AIDS (SAE).

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Para a coordenadora do Programa Estadual de IST/AIDS da Secretaria de Saúde, a médica Sandra Fagundes, é importante que a população se atente em especial ao diagnóstico precoce da doença.

“Quanto mais cedo for o diagnóstico do HIV e a pessoa iniciar o tratamento com antirretroviral, mais a chance de ficar com carga viral indetectável, e assim não ter progressão da doença e nem alteração da imunidade, que é a fase mais grave (Aids). Com isto, a pessoa tem a chance de ter uma vida normal, com qualidade de vida. Também, é uma forma de não transmissão sexual do vírus”, explicou.

O diagnóstico precoce pode ser realizado por meio dos testes rápidos para o HIV, gratuitos e disponíveis nas Unidades Básicas de todos os municípios capixabas. O resultado do exame fica pronto em 30 minutos.

Além disso, no Estado há 26 Serviços de Atendimentos Especializados (SAE) em HIV, Sífilis e Hepatites Virais, que realizam o tratamento e acompanhamento de pessoas vivendo com HIV/Aids. Para ampliar a testagem para o HIV, o Espírito Santo conta ainda com 44 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e a Van do CTA Itinerante, da Sesa.

Na capital, há o Centro de Referência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), um dos maiores SAE do Estado, com testagem para HIV, Sífilis e Hepatite B e C e, também com acolhimento, acompanhamento e tratamento de pessoas com infecções sexualmente transmissíveis.

Prevenção combinada

Além da testagem, Sandra Fagundes lembra que é muito importante que todos saibam sobre prevenção combinada, que associa diferentes métodos de prevenção para proteção contra as IST como HIV, SÍFILIS e Hepatite B.

Segundo o Ministério da Saúde, os métodos da Prevenção Combinada estão: a testagem regular para o HIV, Sifilis e Hepatites B e C, que podem ser realizadas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS); a prevenção da transmissão vertical do HIV (quando o vírus é transmitido para o bebê durante a gravidez); o tratamento das infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais; a imunização para as Hepatites A e B; programas de redução de danos para usuários de álcool e outras substâncias; profilaxia pré-exposição (PrEP); profilaxia pós-exposição (PEP); e o tratamento de pessoas que já vivem com HIV.

Uma pessoa com boa adesão ao tratamento atinge níveis de carga viral tão baixos que é praticamente nula a chance de transmitir o vírus para outras pessoas. Além disso, quem toma o medicamento corretamente não adoece e garante a sua qualidade de vida. Todos esses métodos podem ser utilizados pela pessoa isoladamente ou combinados.

“Além da prevenção combinada, deve-se lembrar de que o uso de preservativo nas relações sexuais também é uma forma importante de prevenção das IST”, lembrou a coordenadora.