Com o fim das coligações, a “briga” pelos quatro anos de mandato será individual.

Os próximos dois meses são um período decisivo para as eleições municipais de 2020. E não apenas porque os partidos têm só até 4 de abril para filiar os seus futuros candidatos a vereador. Mas principalmente porque o pleito deste ano traz uma mudança significativa nas regras do jogo: o fim das coligações proporcionais para os cargos legislativos.

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Pela nova legislação, as siglas terão que concorrer com chapas próprias para vereador. Ou seja, os partidos têm dois meses para atrair os pré-candidatos e apresentar uma lista completa de nomes aptos à disputa nas urnas daqui a oito meses, em 4 de outubro.

O Brasil tem 147,4 milhões de pessoas habilitadas a votar para prefeitos e vereadores, em um total de 5.568 municípios, nestas que serão as primeiras eleições municipais em que as legendas concorrerão sem alianças para as câmaras municipais.

Como era

Até as eleições do ano passado, partidos que formavam coligação para chapas majoritárias (prefeitos, governadores, presidente) podiam disputar a vereança individualmente, aliados em sub-blocos ou totalmente unidos. Na contagem, somavam-se os votos de todos os partidos de cada sub-bloco – e o resultado definia a distribuição das vagas.

Briga individual

Como os partidos não poderão mais se unir a outras legendas para conquistar cadeiras nas câmaras, a “briga” pelos quatro anos de mandato será individual. Ou seja, o número de candidatos deverá aumentar – o que tornará a disputa mais pulverizada – e a vitória, mais difícil.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral – TSE, disputaram as últimas eleições 463.405 candidatos às Câmaras (cerca de oito por vaga) e 16.568 às prefeituras (média de 2,9 por município).

Para ganhar

O fim das coligações será um fator primordial para a definição do cenário eleitoral como um todo. “O momento é muito oportuno para o surgimento de novos políticos”, analisa o consultor político Kleber Santos. “E uma eleição se ganha com o trabalho que se faz antes dela.”

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Credenciado pela Associação Brasileira de Consultores Politicos – ABCOP e pela American Association of Political Consultants – AAPC, a maior organização de consultores políticos, profissionais de assuntos públicos e especialistas em comunicação de todo o mundo, Santos sabe o que diz: ele acaba de lançar o livro “Entre Para Ganhar – Como Vencer Qualquer Eleição”, fruto de mais de 25 anos no desenvolvimento de campanhas, serviços de consultoria, palestras e cursos de capacitação em técnicas de marketing político e comunicação eleitoral.

Consultor político Kleber Santos. Foto: Dino – Terra

Cronograma bem pensado

Na consultoria que oferece coletivamente para Partidos, e individualmente para os candidatos, o consultor chama a atenção para que sejam bem aproveitados esses meses que antecedem os 45 dias da campanha eleitoral. É que a  reforma na legislação – que começou a valer em 2016 – permite que sejam desenvolvidas várias ações. “A minha orientação – enfatiza – é que o pré-candidato já coloque um site próprio no ar e se manifeste politicamente nas redes sociais. Também deve , legalmente,   fazer promoção de si mesmo, dos projetos e ideias que defende”. 

De acordo com a lei, o pré – candidato pode organizar encontros e participar de reuniões com a comunidade e até solicitar apoio político – desde que não haja pedido explícito de voto.

As mudanças nas regras ampliam o leque do que pode ser feito para conquistar o eleitor. Por isso, independentemente do cargo que se almeja, um cronograma “milimetricamente pensado”, nas palavras de Santos, é item fundamental para qualquer pré-campanha.

Sair na frente

O consultor, porém, alerta que não existe receita pronta: “O que funcionou na eleição passada pode não funcionar mais.”  O que se explica pela quantidade de variáveis em jogo, que vão dos sentimentos dos eleitores à reputação dos políticos. E passam, naturalmente, pelos métodos de comunicação utilizados pelo candidato.

Kleber Santos elenca os três principais ingredientes para uma vantagem competitiva decisiva: “Orientação estratégica, campanha atraente e equipe afinada.” Segundo ele, quanto mais cedo o candidato apresentar as ideias, e desde que elas estejam em sintonia com os desejos do eleitorado, mais afinidade criará: “Tem que sair na frente. ‘Agora’ é a palavra mágica.”

Fonte: Terra

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