Eu já disse alhures que fake news é plano ilegal, é manobra ardilosa, é tramoia, que, se, de uma parte, pode beneficiar alguém, de outra, pode prejudicar. Em síntese, É faca de dois gumes.

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Aliás, por oportuno e conveniente, relevo que nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos enganados, a que acrescento que me parece ser o mundo é, em larga proporção, fantasioso, simbólico, fictício, místico. Senão, vejamos.

Quando nascemos, nos informam que viemos ao mundo no “bico da uma cegonha”, o que, por óbvio, encarta notícia falsa: fake news!

Na infância, ao aniversariarmos e, consequentemente, ao nos presentearem, nossos genitores, parentes e amigos nos dizem que foi Papai Noel quem nos mandou os presentes. Ora, confesso que nunca vi Papai Noel de verdade em toda a minha longa vida! Você, por acaso, esteja lendo minha modesta Crônica, já o viu? Creio que nunca! Logo, cuida-se de fake news, não!

Também na infância, sempre que os filhos praticam alguma arte – o que é corriqueiro nessa fase da vida, as mães, sobretudo, procurando controlá-los pelo medo, advertem-nos com o dedo em riste: “cuidado com a cuca”, “cuidado com a bruxa”, o que, obviamente, é também fake news!

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que se diz o mais honesto dos seres (fake news!), apesar de condenado duas vezes por corrupto – nos apresentou Dilma Rousseff como uma “gerentona” (fake news!) para sucedê-lo na Presidência da República. Aliás, apesar de ambos sempre se terem rotulado como defensores dos mais humildes (fake news!), suas políticas públicas desempregaram mais de 12 milhões de trabalhadores!

Ouso relevar, ainda, que, em regra, propala-se, enfaticamente, que a terceira idade é fase boa da vida, chegando-se ao extremo de dizer-se, até, que “é a melhor idade” (fake news!), quando, diuturnamente, somos acometidos de penduricalhos de natureza diversa (catarata, infarto, enfisema, bronquite, perda de audição, hipertensão, osteoporose, diabetes, alzheimer etc.), das quais as mais frequentes são: alzheimer, acidente vascular cerebral e diabetes. Imbecilmente, ainda somos capazes de dizer: “Me engana que eu gosto”!

Concluo, averbando dicção atribuída ao Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, Paul Joseph Goebbels (1897-1945) nesta forma de se enganar incautos: “Uma mentira repedida mil vezes torna-se verdade.”

Vitória, ES, 04.11.2019

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