Salvador Bonomo é Ex-Deputado estadual e Promotor de Justiça inativo

Já disse alhures que Fake News é plano ilegal, é tramoia, é manobra ardilosa, que, se, de uma parte, pode prejudicar uma, várias ou grupos de pessoas, por outra, pode beneficiar uma, muitas, ou grande número de pessoas.

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Aliás, na oportunidade, ouso afirmar que nós nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos enganados. Senão, vejamos.

Ao nascermos, dizem-nos que viemos ao mundo no “bico de cegonha”, o que encarta informação falsa: fake news, portanto!

Quando aniversariamos, nossos pais, parentes e amigos, num autêntico processo de substituição falso, dizem-nos que “Papai Noel” é que nos mandou o presente, o que, evidentemente, não é senão mais uma afirmação enganosa: logo, fake news!

Na infância, sempre que os filhos praticam alguma arte, peripécia, os pais, sobretudo as mães, amedrontando-os, dizem-lhes: “cuidado com a bruxa”, “muito cuidado com a cuca”, o que, evidentemente, não é senão inadequada fake news!

Não faz tempo, Luiz Inácio Lula da Silva – que se intitula o mais honesto dentre os honestos, apesar de ser condenado como corrupto (fake news!) – apresentou-nos Dilma Rousseff como “gerentona” para sucedê-lo na Presidência da República (fake news!), cujas errôneas políticas públicas desempregaram mais de 12 milhões de trabalhadores, embora se rotulem de defensores de trabalhadores, conduta que, por óbvio, encarta falsa afirmação: fake news!

Concluindo, relevo que, em regra, ainda se propala improcedentemente (fake news!) que a terceira idade é fase excepcional da vida, chegando-se ao extremo de afirmar-se até que “é a melhor idade”!

Nada mais fake news que tal assertiva, pois, diuturnamente, somos acometidos de penduricalhos de toda ordem (catarata, infarto, enfisema, bronquite pulmonar, perda de audição, hipertensão, osteoporose etc. etc.), sendo os mais frequentes alzheimer, acidente vascular cerebral e diabetes. Idiotamente, ainda dizemos: “Me engana que eu gosto”!

Por derradeiro, ouso invocar pertinente pensamento do chinês Confúcio (551-479 a.C.): “Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos”, pois, fora disso, cair-se-á, inevitavelmente, em descrédito!

Vitória, ES, 04.11.2019.

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