Governador Paulo Hartung. Foto: Jovem-Pan-Online/arquivo
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Por Antônio Carlos da Silva  .  e-mail: antoniocarlos@portalgn1.com

 

O próximo sábado ou no mais tardar, domingo, dia 05, prazo final para que os partidos escolham seus candidatos e definam as respectivas coligações, com certeza reserva muitas novidades no meio político nas terras do herói capixaba Domingos Martins, com todos os holofotes voltados para os próximos e decisivos passos do governador Paulo Hartung (MDB).   Consequentemente, conforme a decisão mexerá mais uma vez no tabuleiro eleitoral, espalhando – para não dizer bagunçando – todas as peças e, naturalmente provocando muito desentendimento, rangir de dentes e “chororô”.

Convenções

Estão agendadas para sábado, 04, as convenções dos partidos: Pros, MDB, PÇTB, PDT, PRB, Psol, PCdoB, PHS e PP.  Já no domingo, as siglas: PSL, Patriota, PPS, PMN, PRP, PR, PV, PTC e PT é que definirão os respectivos rumos.  Os outros partidos aptos a participar da eleição deste ano no Espírito Santo já fizeram suas convenções.

Idas e vindas

Mesmos diante das várias negativas de Hartung, articulações de aliados nos bastidores, idas e vindas dos partidos de um lado para o outro, muita gente tem acreditado que Hartung poderá mudar de opinião aos 45 do segundo tempo, e virar candidato à reeleição ao Palácio Anchieta.

PH: elegível

Uma demonstração dessa estratégia de manter-se “elegível”, é que Hartung não deverá participar da inauguração da Rede Cuidar, em Guaçuí, sua cidade natal, nesta sexta-feira, 03, a partir das 9h.  Ele justificou ao jornal do sul do Estado, sua ausência na inauguração da Rede Cuidar, sem dar muitos detalhes, afirmando que vai cumprir uma agenda junto a Vale do Rio Doce.

Belo palco

A unidade será gerida pelo Consórcio Público da Região Polo Sul (CIM Polo Sul) e irá atender 230.069 moradores de 14 municípios: Guaçuí, Irupi, Iúna, Muniz Freire, Ibitirama, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Alegre, Jerônimo Monteiro, Bom Jesus do Norte, Apiacá, Mimoso do Sul, São José do Calçado e Muqui, que aderiram ao programa.  Portanto, uma importantíssima inauguração para o governador “brilhar”, ainda mais que é na sua terra natal.

Vedações para “candidatos”

Desde o dia 07 de julho, início da proibição de uma série de condutas a agentes públicos que pretendem participar das eleições deste ano, Hartung não tem participado de solenidades e inaugurações e se assim o fizer, está automaticamente fora do processo eleitoral.

Mudança de Amaro

Analistas políticos que cultivam a frieza e um olhar mais apurado para as movimentações dos principais atores políticos deste pleito, avaliam que a mudança repentina do deputado estadual Amaro Neto (PRB), em atendimento a “orientação” da direção nacional do PRB de deixar a disputa ao Senado para concorrer à Câmara dos Deputados, não ocorreu à toa.  Tem algo a mais!  Sugestionam.

Suposto vice

Nesta ótica, analistas frenéticos, daqueles que dispensam horas e horas de análise dos cenários e das articulações, sugerem que Amaro Neto tem toda a caracterização para ser o vice de Hartung.  Inclusive estaria pronto para entrar em cena, com toda a sua maestria como já faz como apresentador da versão no Espírito Santo do Balanço Geral, apresentado na TV Vitória, afiliada da Record.

Em cartaz

Seguindo essa premissa, o sábado e domingo seriam pequeno demais em termos de tempo para ajustar as mudanças, que poderão ocorrer.  Se confirmada realmente essa possibilidade ventilada por muitos jornalistas de plantão, significaria dizer que o plano, a estratégia, os principais atores, já estavam todos prontos e afinados para entrar em cena em suas respectivas posições, neste teatro, chamado política, com a peça que poderia ter várias denominações: “A volta de Hartung”, “Hartung: o retorno”, “O retorno de Hartung, parte III”, e outros títulos sugestivos para o protagonista principal da peça em cartaz.

Elenco famoso

O elenco já é conhecido do meio político, e incluem o vice César Colnago (PSDB), que anda meio insatisfeito com a aliança com o PSB; senadores Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR), deputados estaduais, secretários e assessores especiais, entre outros atores coadjuvantes da política capixaba.

Reviravolta

O jornalista Roberto Junquilho, de Século Diário escreveu que “a saída do deputado estadual Amaro Neto (PRB) da disputa ao Senado provocou uma reviravolta no cenário político, favorecendo a reeleição do senado Ricardo Ferraço (PSDB) e deixando à míngua vários deputados estaduais, e com força para trazer de volta, como candidato à reeleição, o governador Paulo Hartung”.

Na visão de Junquilho, “com o favorecimento a Ferraço, o PSDB, que é presidido pelo vice-governador César Colnago, abre a possibilidade de se reinventar e chamar Hartung de volta à cena, com a justificativa de que seus aliados não podem ser deixados pelo caminho”, escreveu no dia 02.

A Gazeta, A Tribuna e outros jornais e portais capixaba levantam a possibilidade de retorno de Paulo Hartung ao pleito deste ano.

Dobradinha sonhada

Com a saída de Amaro, os senadores Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB) podem retomar a dobradinha.  Mais em qual palanque: de Casagrande (PSB) ou Rose de Freitas (Podemos)?  Essa é a dúvida que paira no ar, ainda mais em dias de neblina.

A verdade é que sem Amaro para o Senado, em torno de 20 deputados estaduais que em 2017 assinaram documento de apoio à sua candidatura ao Senado, visando tê-lo como puxador de votos, estão sendo obrigados a buscar outros caminhos para garantir a reeleição.

E Rose?

Se Hartung retornar ao palco da eleição como o “salvador da pátria” dos seus aliados, que na maioria andam insatisfeitos e com saudades do líder.  Ainda tem o “se”…  Pergunta-se: o que aconteceria com a candidatura de Rose, que já realizou convenção do Podemos no dia 02, com a presença do presidenciável Álvaro Dias, e de vários “aliados”, a exemplo do deputado federal e presidente do MDB, Lelo Coimbra, entre outros representantes de siglas da ala governista.

Rose e Lelo no sinal de “joinha”. Foto: Facebook/Rose de Freitas
Rose e o presidenciável Álvaro Dias. Foto: Facebook/Rose de Freitas

E Casão?

Ainda na história do “se”, a candidatura de Casagrande, (mesmo que ocorra a debandada de alguns partidos para o lado de PH, permaneceria no mesmo ritmo).  Coronel Foresti (PSL) e André Moreira (PSOL) também seguiriam o rito normal do processo eleitoral.

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