Por Paulo César Dutra (PC)

Não se entusiasme com a redução de pena de Lula pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde o início, PGR, Lava Jato, tribunais vêm jogando com o fator tempo. Pouparam o PSDB até o momento em que o impeachment e a prisão de Lula estavam garantidos.

O TRF4 aumentou a pena de forma extravagante para impedir a prescrição por conta da idade de Lula. Agora, o STJ reduz a pena no caso do triplex. Se fosse só por conta dele, Lula sairia em setembro. Antes disso, haverá a aceleração do julgamento do sítio, impedindo a mudança do regime de prisão.

Depois dele, vários e vários dentro da lógica jurídica criada, de não exigir qualquer ato de ofício para as acusações. Basta ter sido presidente. E considerar que, se o apartamento que dizem ser dele, não está em seu nome, então houve lavagem de apartamento: agravante. E se não há qualquer prova de enriquecimento ilícito, então é por excesso de sofisticação da corrupção: mais agravante. E se Lula deixou de ser presidente em 2010, estenda-se o prazo de sua influência no governo até 2014 para evitar prescrição.

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Não adianta alimentar esperanças. A sentença está dada, da prisão perpétua. Os argumentos, vê-se depois. (Por Luis Nassif – 24/04/2019).

Comemoração

Dia 28 de abril é comemorado no Brasil, o Dia mundial da Saúde e Segurança no trabalho.

Novos parlamentares

Os parlamentares de primeira viagem, os novos perfis que circulam na Câmara Federal, buscam visibilidade a qualquer custo. Alguns se destacam pelo fato de já ser conhecidos e participado de movimentos, como é o caso de Kim Kataguri, do DEM. A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), também já era conhecida. Era apresentadora da TV Veja. E é mais falante. Quem também está aparecendo bem é Marcel van Hattem, do Novo (RS). No Senado, o mais barulhento é o ex-jornalista esportivo, Jorge Kajuru, líder do PSB. Uma voz tonitruante. Acorda Espírito Santo!

Bolsonaro tem aprovação de 35%

Pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 51% da população aprova a maneira do presidente Jair Bolsonaro (PSL) governar. Do lado oposto, 41% desaprovam, enquanto 9% não souberam ou não responderam. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (24/04/2019). Já a avaliação do governo de Bolsonaro é considerada por 35% da população como ótimo ou bom. Além disso, 31% a avaliam como regular. Não contramão 27% acredita ser ruim ou péssimo.  A pesquisa revela que a confiança no presidente é maior do que a desconfiança. Para 51% da população, segundo a pesquisa, Bolsonaro é confiável. Já os que não confiam são 45%. Neste quesito, 4% não souberam ou não responderam.

Menos 43.196 empregos no país

O Brasil fechou 43.196 empregos com carteira assinada em março, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério da Economia. É o pior saldo para o mês desde 2017, quando foram fechadas 63.624 vagas. Em março do ano passado, o resultado foi positivo, com 56.151 vagas abertas. Apesar do fechamento de vagas no mês passado, o país acumulou criação de 179.543 vagas no primeiro trimestre, de acordo com o governo.

Esse resultado é o saldo, ou seja, a diferença entre contratações e demissões. Em em março, foram 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos. Dos oito setores analisados, apenas três registraram saldo positivo de empregos. O setor de comércio foi o que mais fechou vagas:Serviços: +4.572; Administração pública: +1.575 e  Extração mineral: +528

Mourão x Bolsonaros

As polêmicas envolvendo o escritor Olavo de Carvalho e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ganharam mais um reforço. O filho do presidente Jair Bolsonaro e deputado federal em segundo mandato, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), endossou as críticas que seu irmão Carlos tem lançado sobre Mourão, e disse que ele está “apenas reagindo a isso tudo que salta aos olhos”.

Eduardo disse acreditar que a reforma da Previdência já está “madura” para aprovação e admitiu que a bancada do seu partido, o PSL, formada em sua maioria por novatos, teve seus tropeços na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas “vai dar conta do recado”.

Gilmar na mira

Em Brasília, há quem interprete o corte do patrocínio da Itaipu ao evento de Gilmar Mendes em Lisboa como um recado de Jair Bolsonaro às movimentaçōes do ministro. Elas incluem o inquérito inconstitucional que, segundo vazaram à imprensa, pretende pegar empresários bolsonaristas que estariam financiando ataques ao Supremo Tribunal Federal – STF.

A chapa de 2022

O presidente da República, Jair Bolsonaro pode descartar o seu vice, general Hamilton Mourão como companheiro de chapa em 2022, mas falta muito tempo até lá. Nada está garantido nem até 2020.

Eu fico

O ex-presidente da República, Getúlio Vargas sempre conservou intenções continuístas. Um dia, foram procurá-lo para saber se era verdade. E ele: Não, meu candidato é o Eurico (marechal Eurico Gaspar Dutra); mas se houver oportunidade, eu mudo uma letra: Eu Fico. (do livro Porandubas Políticas- do jornalista  Gaudencio Torquato).

Esqueceram de mim

Por falar em ex-presidente da República, no último dia 21 de abril, fez 35 anos, que o ex-presidente Tancredo de Almeida Neves, morreu, sem ter tomado posse. Natural de São João Del’Rei-MG ele nasceu no dia 4 de março de 1910. Um dos ícones da política nacional, no ano que vem ele fará 110 anos. Tomara que não seja esquecido, pelo que fez pela democracia.  Em 15 de janeiro de 1985 foi eleito presidente do Brasil pelo voto indireto de um colégio eleitoral por uma larga diferença. No entanto, adoeceu gravemente em 14 de março do mesmo ano, véspera da posse. Em 21 de abril, morreu de infecção generalizada. Tancredo é considerado um dos mais importantes políticos brasileiros do século XX.