Prefeito Irineu Wutke sendo entrevistado pela TV Vitória/Record em Vila Pavão devido o surto de Malária. Foto: Ingrid Wutke

Segundo as prefeituras, nesta segunda-feira (6), Vila Pavão tem 50 casos confirmados e Barra de São Francisco tem 14. Secretaria Estadual de Saúde disse que não há riscos da doença se espalhar.

O número de casos confirmados de malária subiu para 64 no fim da tarde desta segunda-feira (6). De acordo com as prefeituras, são 50 só em Vila Pavão e 14 em Barra de São Francisco, municípios no Noroeste do estado. Uma morte suspeita é investigada. É a primeira vez que o Espírito Santo registra a forma mais grave da doença.

A malária é uma doença comum em estado do Norte do Brasil. A transmissão ocorre pela picada do mosquito Anopheles stephensi, chamado de mosquito prego, que também se reproduz em água parada. Os sintomas são febre seguida de muito suor, calafrios, tremedeira, vômitos e forte dor de cabeça.

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Por conta da quantidade de casos, a Prefeitura de Vila Pavão decretou situação de emergência de Saúde. A equipe que coordena os trabalhos para conter o surto da doença vai fornecer um relatório técnico atualizado dos números que servirá de base para a Defesa Civil fazer a solicitação.

A localidade de Conceição do Quinze (Cascudo), que fica a 26 km da sede de Vila Pavão, é o local onde ocorreram mais casos. É onde mora o produtor rural Rubem de Souza, que teve a doença.

“Senti dor no corpo, febre, dor de cabeça. Vômito. Tudo de ruim que eu podia sentir, eu senti”, relatou Rubem.

Vila Pavão, Barra de São Francisco, Vila Valério e Ecoporanga montaram uma força-tarefa para bloquear a doença, com o uso de carros fumacê e orientações à população.

Além disso, um laboratório foi montado em Vila Pavão para que os moradores da região com sintomas façam exames e tenham o resultado mais rápido, em cerca de 30 minutos.

Todos os anos o Espírito Santo registra a forma mais branda de malária, mas é a primeira vez que a forma mais grave ocorre no estado. A Secretaria Estadual de Saúde disse que não há riscos de a doença se espalhar e está investigando como os casos começaram.”A hipótese que estamos trabalhando é que alguém de fora, infectado, chegou à região. Até porque o parasita que está circulando não tem no estado, tem na região Amazônica”, disse o secretário Estadual de Saúde Ricardo de Oliveira.  Fonte: G1/Gazeta on line