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Ortopedista indica os principais sintomas e explica como é feito o tratamento

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2050, o Brasil poderá chegar a 100 milhões de pessoas idosas. A prevalência da osteoporose é de três para cada dez pessoas após os 60 anos de idade. Daí o alerta para os sinais dessa doença “silenciosa”.

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A osteoporose é na maioria das vezes assintomática e, por isso, costuma ser identificada através de fratura de algum osso após um leve impacto, por exemplo. Além disso, pode ser indicativo de osteoporose a diminuição da estatura em ou de corcunda, ocorrendo devido às fraturas por achatamento dos ossos, causadas pela fragilidade óssea.

Veja alguns sinais sugestivos de osteoporose:

– Dor na coluna: surge especialmente devido a uma fratura de uma ou mais vértebras, e pode ser incapacitante;

– Diminuição da altura;

– Postura encurvada;

Segundo o Dr Lourimar Tolêdo, ortopedista do Ráquis Instituto da Coluna, os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), a bacia (fêmur), o punho (rádio) e o braço (úmero).

Prevenção

A prevenção da osteoporose deve iniciar na infância para que se alcance um pico de massa óssea adequado. São diversos os fatores protetores da saúde óssea:

– Alimentação saudável, rica em cálcio e vitamina D, sem excessos de sódio, proteínas ou gorduras;

– Prática de exercícios físicos regulares;

– Exposição adequada ao sol;

– Abandono de fatores de risco como cigarro e bebidas alcoólicas que prejudicam o pico de massa óssea.

“Assim, quando surgem fraturas frequentes ou após episódios traumáticos leves e dores constantes nos ossos, é importante consultar o médico para avaliar a possibilidade de ser osteoporose e iniciar o tratamento adequado”, destacou Lourimar.

Diagnóstico e tratamento

Uma vez estabelecido o diagnóstico de osteoporose o tratamento deverá ser iniciado o mais precocemente possível.

Ele é voltado para o fortalecimento dos ossos. Dessa forma, é muito comum que pessoas que estejam fazendo o tratamento, ou que estejam fazendo a prevenção da doença, além de aumentar a ingestão de alimentos com cálcio, também façam suplementação de cálcio e vitamina D e medicamentos que reduzem a reabsorção e estimulam a produção óssea.

“Os pacientes têm à disposição alternativas medicamentosas, como medicamentos bisfosfonatos e reposição hormonal, e não-medicamentosas, como dieta específica e suplementação vitamínica e rotina de exercícios físicos específicos”, ponderou Lourimar Tolêdo.

Sobre 

O Dr. Lourimar Tolêdo é cirurgião da coluna e atua no Ráquis Instituto da Coluna. Ele realiza cirurgias complexas e de grande porte para o tratamento de deformidades, fraturas e tumores vertebrais, além de intervenções minimamente invasivas, indicadas para alterações que causam dor e incapacidade física.

Dedicado também à educação médica, coordena a residência médica e, há mais de 10 anos, é responsável pelo serviço de cirurgia de coluna do Hospital Meridional Serra. Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Society of Lateral Access Surgery (Solas), Society for Minimally Invasive Spine Surgery (SMISS) e North American Spine Society (NASS).