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Através de visitas às propriedades agrícolas, a Prefeitura está realizando um trabalho conscientização no combate ao coronavírus

Em meio à pandemia do coronavírus, a colheita de café conilon começa em Vila Pavão. Neste período, o município recebe mão de obra vinda de outras cidades e estados, por isso, a adoção de medidas que ajudem a preservar a saúde dos trabalhadores e viabilizem a colheita do grão, é muito importante.

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Por essa razão, a Prefeitura Municipal, através das secretarias de Saúde e Agricultura; Defesa Civil; Vigilância Sanitária e Nac, está realizando um trabalho de conscientização e cadastramento das unidades produtoras e dos trabalhadores temporários como forma de dar suporte às ações de Segurança Pública e Sistema de Saúde, em caso de contágios pelo coronavírus (Covid-19).

O trabalho consiste na visitação às propriedades em horário preestabelecido, onde são distribuídos materiais informativos, passadas orientações sobre as medidas de prevenção ao contágio e realizado o cadastramento dos trabalhadores.

“A gente faz contato telefônico com o produtor rural e agenda um horário para a visita que geralmente é realizada no final do expediente para não atrapalhar o andamento do trabalho nas lavouras. Durante a visita os trabalhadores são reunidos em local aberto, obedecendo o protocolo sanitário de prevenção ao coronavírus, momento em que é feito o cadastramento de cada trabalhador com preenchimento de ficha, onde são anotados o nome, idade, documentos, número de telefone e cidade de procedência. A partir dessas informações será confeccionado um relatório para que a Secretaria Municipal de Saúde possa ter controle da situação em eventual emergência médica“, explicou o coordenador municipal da Defesa Cilvil, Geberson Freislebem.

Geberson Freislebem, observa que tanto os proprietários das lavouras, como os trabalhadores temporários estão temerários à pandemia, demonstrando boa receptividade durante as visitas e boa vontade no cumprimento às medidas protetivas à doença.

O coordenador da Defesa Civil Municipal destaca ainda que o distanciamento no trabalho de colher o produto acontece naturalmente, uma vez que, existe um razoável espaçamento entre uma carreira e outra de pés de café.  A principal orientação segundo ele, é para se ter cuidado, sobretudo, nos momentos das refeições, de descanso, nos alojamentos e durante as folgas, evitando aglomeração nos supermercados, lojas e proximidades de outros comércios.

Mão de obra externa é necessária

Vila Pavão, segundo levantamento de 2020 do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), é um dos maiores produtores de café conilon do Espírito Santo com uma área plantada de aproximadamente 4.550 há, sendo 3.750 há em produção e 800 ha em formação.

O produto é a principal fonte de renda da cidade e a colheita do grão maduro acontece simultaneamente em todas as propriedades, tradicionalmente, após a “Semana Santa”, atraindo todos os anos ao município nesse período, grupos de trabalhadores temporários, oriundos de cidades vizinhas, dos estados de Minas Gerais, Bahia e principalmente de Alagoas.

Devido a boa produção, muitos produtores dependem da contratação de mão de obra externa, uma vez que, praticamente todas as pequenas propriedades cultivam o produto e utilizam a mão de obra familiar na colheita doméstica, não sobrando força de trabalho para auxiliar a colheita nas médias e grandes propriedades.