Depois de uma indefinição nas últimas duas semanas sobre quem seria o candidato do partido, o PSL decidiu lançar o coronel da PM Carlos Alberto Foresti candidato a governador

O coronel da Polícia Militar Carlos Alberto Foresti é o nome do PSL para a candidatura de governador do estado do partido no Espírito Santo. A decisão final foi tomada na manhã deste sábado (28), em reunião do diretório estadual, e divulgada por meio de nota à imprensa logo em seguida. Assim, acaba o clima de incerteza sobre o nome do candidato da sigla. O presidente estadual do partido, o deputado federal Carlos Manatto, era o outro nome na disputa, que, pelo visto, terminou em consenso. A pré-candidata a vice é Adriana Bôas – presidente do PSL Mulher -, com o sub-tenente Assis ao Senado, e a segunda vaga em aberto, “aguardando definições partidárias”, segundo a nota.

De acordo com Manatto, a orientação para a segunda vaga  é que o partido siga as pré-candidaturas do senador Magno Malta (PR) e do deputado estadual Amaro Neto (PRB), mas “essa posição ainda precisa ser referendada na convenção do partido”.

Pé na porta

- CONTEÚDO PUBLICITÁRIO -

Desde junho, Foresti havia anunciado a pré-candidatura ao governo com aval de Manatto. Mas, de 15 dias pra cá, o próprio Manatto deu publicidade a uma possível troca. Segundo o deputado, teria sido uma avaliação da executiva nacional, sob o argumento de que o PSL estava encontrando dificuldades em definir alianças no plano local. A informação veio depois que o governador Paulo Hartung (MDB) anunciou desistir da reeleição.

Na última terça (24) – o dia em que Hartung deu a entender ter voltado atrás e decidido ser mesmo candidato -, o PSL veio a público dizer que Foresti seria mesmo candidato. Inclusive adiantou a informação, que até então só seria dada no dia seguinte. Veio o dia seguinte, porém, e Hartung promoveu o já histórico “recuo do recuo”, cravando que estava fora da disputa de fato. O PSL, novamente, reviu a decisão que já parecia certa, e anunciou que a mesma seria tomada num momento mais oportuno.

Nos bastidores, havia rumores de que o pano de fundo desse vai e vem seria a coligação proporcional, a “perna” para federal. Manatto estaria encontrando dificuldades nas composições e teria poucas chances de se reeleger, preferindo então disputar a majoritária. O deputado nega a especulação e sustenta que a ideia de colocá-lo como candidato ao governo partiu do PSL nacional. Na ocasião, chegou a dizer que iria a Brasília defender o nome de Foresti.

Neste sábado, enfim, foi anunciada a candidatura do coronel da PM, o que parece dar fim ao impasse. A convenção do PSL vai acontecer na próxima terça (31), às 19h, no clube Álvares Cabral, em Vitória, e contará com a presença do presidenciável do partido, Jair Bolsonaro.

Carlos Alberto Foresti ganhou visibilidade no episódio da greve da PM, em fevereiro de 2017, quando expôs as dificuldades da corporação, e fez duras críticas ao governador Paulo Hartung. Pelo suposto envolvimento no episódio, foi demitido pelo Conselho da Polícia Militar e responde a processo na Justiça.  Fonte: Folha Vitória (Alex Pandini)