O ex-prefeito Romualdo Milanese foi o principal apoiador do atual prefeito Lauro Vieira. Foto: arquivo GN1

A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara poderá nortear os novos rumos da política de 2020 em Boa Esperança.

Mesmo estando tão distante das eleições municipais de 2020, naturalmente o nome do ex-prefeito Romualdo Milanese (SD) já é o mais cogitado para a futura disputa.  Se ele será candidato ou não, somente após o mês de maio do ano eleitoral sairá a sua decisão.

A expectativa é de que se a decisão do ex-prefeito for positiva, ele consiga aglutinar ao seu lado mais uma vez praticamente todos os seus antigos aliados e até políticos considerados atualmente como adversários do grupo.

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É que no decorrer de 2017 e neste ano, o grupo político se dividiu bastante, conforme constatação nos apoios a deputados federais e estaduais na eleição de 07 de outubro por parte de várias lideranças, entre as quais vereadores, ex-vereadores, secretários e ex-secretários, entre outros.

Lauro segue indefinido

O prefeito Lauro Vieira (PSDB), por sua vez, ainda não decidiu se disputará ou não a reeleição.  O grupo está programando reunião para os próximos dias entre os aliados para buscar uma definição.

O ex-vereador Charles Faria (PPS) também não esconde o desejo de participar pela terceira vez do pleito.

Eleição na Câmara

A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal será o termômetro para medir o grau de alinhamento entre os principais atores políticos de Boa Esperança e poderá nortear os novos rumos da política no âmbito municipal.

Será a oportunidade de colocar na mesma mesa de negociação o ex-prefeito Romualdo Milanese (SD), o prefeito Lauro Vieira (PSDB), o vice Valdirim (MDB), o presidente da Câmara Marquinhos do Sindicato (PSDB), alguns vereadores e secretários.

Afinal, foram eleitos na mesma coligação e estiveram juntos na eleição da atual Mesa Diretora.

Articulações

Há várias articulações em curso para a definição da composição da mesa e do presidente do Poder Legislativo, inclusive com a união de forças de vereadores considerados de oposição.

A eleição será realizada no mês de dezembro deste ano.

Renovação: a marca das eleições 2018

As eleições deste ano para presidente, vice, senadores, governadores, vices, deputados federais e estaduais, que terá seu desfecho final neste domingo, 28, entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro Fernando Haddad (PT), entrará para a história como uma das mais ferrenhas eleições dos anos, com a tendência de o vencedor ganhar por um pequeno percentual, conforme as previsões de vários institutos de pesquisas.

Premissa

Outra premissa que essa eleição deixará será a renovação, comprovada em praticamente todos os estados, a exemplo do Espírito Santo, onde os dois atuais senadores Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB) serão substituídos a partir de fevereiro do próximo ano pelos novatos Fabiano Contarato (Rede) e Marcos do Val (PPS).

Renovação

Trazendo tal premissa para o futuro pleito de 2020, a tendência será a renovação nas eleições dos municípios capixabas, e por que não dizer em todo o país.

A ideia, ao que parece tem se alastrado como rastilho de pólvora, antecipando as discussões em torno das eleições de 2020, que na lógica começaria apenas no final de 2019 ou no mais tardar em março de 2020.

Talvez, movida pela polarização entre PT e PSL ou pela participação mais efetiva de grande parte da população.

Influência

Ao que tudo indica, o resultado da eleição entre Bolsonaro e Haddad tende a influenciar nas eleições municipais.

O PSL é o partido que mais cresceu no país.  Na eleição do último dia 07 de outubro, o partido de Bolsonaro elegeu o segundo maior número de deputados federais.

Crescimento do PSL

O PT tinha 68 deputados federais, caiu para 55; o MDB tinha 66 parlamentares na Casa, e amargou a maior queda, um total de 35 deputados, ficando com apenas 31; o PSDB caiu de 54 deputados para 29, e por outro lado o PSL que tinha apenas 1 deputado federal, aumentou para 52 parlamentares, figurando como a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, ficando atrás apenas do PT.

Bancadas

As bancadas ficarão assim a partir de fevereiro de 2019: PT – 56 deputados; PSL – 52; PP – 37; MDB – 34; PSD – 34; PR – 33; PSB – 32; PRB – 30; PSDB – 29; DEM – 29; PDT – 28; SD – 13; Podemos – 11; PTB – 10; PSOL – 10; PCdoB – 9; PROS – 8; PPS – 8; Novo – 8, e os demais partidos ficaram com menos de 7 deputados.

PSL capixaba

O PSL elegeu a deputada federal Soaya Manato e quatro deputados estaduais: Delegado Danilo Bahiense, Capitão Assumção, Coronel Alexandre Quintino e o radialista Torino Marques.

Liderando a bancada, Capitão Assumção está pleiteando a disputa da presidência da Assembleia Legislativa.  A eleição ocorrerá no dia 1º de fevereiro de 2019.

Capitão Assumção considera normal o fato dele em nome do grupo, pleitear a disputa da presidência. Foto: Google

Não aos ‘ficha suja’

Em Boa Esperança por exemplo, já é grande o interesse de dezenas de pessoas das mais diferentes ocupações e classes sociais em se filiar ao PSL, seguindo a onda ‘bolsonariana’, com expectativa de crescimento, caso Bolsonaro seja eleito presidente do Brasil neste domingo, 28.

O presidente do PSL no Espírito Santo, o deputado federal Carlos Manato, que ficou em segundo lugar como candidato ao Governo, já declarou que ficha suja não tem espaço na sigla.

Levando a crer que o partido cresça em território capixaba com gente nova e logicamente com candidatos a prefeito, vice e vereadores novatos.

Benefícios

Na hora das coligações majoritárias os candidatos a prefeito procuram formar aliança com os partidos que tenham maior número de deputados eleitos na eleição anterior, visando o maior tempo de propaganda, seja no rádio e tv, além dos recursos do Fundo Partidário, mesmo que esses quase nunca chegam em municípios pequenos.

A eleição de 2020 também terá o financiamento público de campanha como na de 2018, e novamente o destaque ficará com as siglas que mais elegeram deputados em 2018: PT, PSL, PP, MDB, PSD, PR, PSB, PRB, PSDB, DEM, PDT, seguidas das demais.

Renovação

Voltando a onda da renovação. Conforme o posicionamento de Romualdo e Lauro, há uma expectativa de que vários outros nomes entrem no páreo, buscando o espaço para a disputa.

Na lista aparecem vereadores, secretários, empresários, profissionais liberais e agricultores. Pelo menos até agora!