Pacientes portadores de doenças crônicas estão dentro do grupo de risco, uma vez que essas enfermidades agravam o quadro de Covid-19

O Dia Mundial da Hipertensão, comemorado no dia 17 de maio, faz um alerta para a doença que afeta pelo menos um a cada quatro adultos brasileiros, conforme dados do Ministério da Saúde. A hipertensão pode ser herdada em boa parte dos casos, mas os fatores externos, como hábitos alimentares e comportamentais, também entram na lista de causas ou agravamentos dessa enfermidade.

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Para quem é hipertenso, a prevenção e o controle da pressão alta é ainda mais urgente, uma vez que a doença é o fator de risco principal para infarto e acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame. Mas se você está chegando agora e quer saber um pouco mais sobre a hipertensão, confira abaixo seis pontos que merecem atenção:

1. Você sabe o que é hipertensão?

Segundo a definição do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9).

A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para que o sangue seja distribuído corretamente no corpo. A doença está frequentemente associada a alterações de colesterol, excesso de peso, intolerância à glicose e diabetes mellitus.

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2. Dor de cabeça e tontura? É bom ficar de olho!

A dor de cabeça e a tontura estão entre os sintomas da hipertensão. Mas ainda é possível perceber a visão embaçada, zumbido no ouvido e dores no peito como sinais da doença. Em muitos casos, ela pode ser até mesmo silenciosa e não apresentar sinais ou sintomas. Por esse motivo, é sempre bom verificar regularmente a pressão.

3. Se a pressão normalizou, continue usando o medicamento!

O uso correto e regular da medicação é essencial para o controle adequado da pressão arterial. Um problema muito comum é a pessoa descuidar do uso do medicamento quando está se sentido bem. Ou seja, quando não está apresentando nenhum dos sintomas.

Porém, parar de tomar ou esquecer o medicamento faz com que a pressão volte a subir, além de aumentar o risco de complicações. Por isso, se a pressão melhorou, continue usando a medicação conforme a orientação recebida pelo profissional de saúde.

4. Uma pitada de sal, mas nem tanto!

A alimentação pode ser a mocinha ou vilã nessa história. O consumo excessivo de sal está relacionado ao aumento no risco de doenças crônicas, como a hipertensão. Os alimentos ultraprocessados, como enlatados, salgadinhos e embutidos, são ricos em sódio, que é o principal componente do sal.

Por outro lado, a alimentação baseada na comida de verdade pode ser uma aliada no tratamento e controle da doença. As preparações feitas em casa garantem a origem dos ingredientes e a dosagem correta dos temperos, incluindo o sal, que deve ser usado em quantidades mínimas. É importante lembrar que o brasileiro consume o dobro do sal que deveria consumir. Portanto, esse deve ser um ingrediente adicionado em quantidades mínimas.

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Indivíduos hipertensos precisam aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, produtos lácteos com baixo teor de gordura, cereais integrais, peixes, aves e oleaginosas. Devem ainda restringir o consumo de carnes vermelhas e processadas e de bebidas açucaradas, além dos já conhecidos alimentos ultraprocessados e do sal.

Manter essa dieta contribui para a ingestão de nutrientes que auxiliam no controle da pressão arterial, como potássio, magnésio, cálcio e fibras alimentares. Esse tipo de alimentação auxilia não apenas no controle da pressão arterial, mas também na obtenção e manutenção de um peso saudável.

Uma vez que o excesso de peso influencia no aumento da pressão arterial, enquanto que a perda de peso, para níveis saudáveis, contribui para redução ou manutenção da pressão. Além disso, conforme o Guia Alimentar orienta, uma alimentação adequada precisa ter como base alimentos in natura ou minimamente processados.

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5. Atividade física no controle da hipertensão

A hipertensão não tem cura, mas tem controle e tratamento, sendo que a atividade física contribui nesse processo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o recomendado é que a população com mais de 18 anos pratique atividade física moderada/vigorosa pelo menos 150 minutos/semanais para gerar benefícios à saúde.

Portanto, não só para o controle, mas também para a prevenção da doença, é necessária a adoção de comportamentos saudáveis na sua rotina de vida, como a inclusão de práticas regulares de atividade física.

Qualquer atividade física é melhor que não fazer nada. Então, use a criatividade para inserir na sua rotina um tempinho para o seu corpo se mexer! Tente realizar pelo menos 30 minutos diários de atividade física, de intensidade moderada. Vamos lá?

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6. Durante a pandemia, o cuidado é redobrado para os hipertensos.

Pacientes portadores de doenças crônicas estão dentro do grupo de risco, uma vez que essas enfermidades agravam o quadro de Covid-19. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), pacientes com condições crônicas pré-existentes, como a hipertensão, apresentaram versões mais graves da doença causada pelo novo Coronavírus.

Isso significa dizer que a infecção se desenvolveu rapidamente para a síndrome do desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória aguda e outras complicações. Vale lembrar ainda que a hipertensão pode estar associada a outras doenças também, como obesidade, diabetes e problemas cardíacos.

Desse modo, manter o controle da pressão arterial é uma forma de se prevenir de formas graves de COVID-19. Mais do que nunca, é importante seguir o tratamento adequadamente e continuar o acompanhamento com profissional de saúde.

Se for possível, opte pelas consultas virtuais. Mas caso não possa, basta manter todos os cuidados de higiene, o uso de máscaras e o distanciamento. Só não vale perder as consultas!

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Fonte: Agência Saúde
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