Entre os dias 26 e 29 de novembro, profissionais da saúde estiveram reunidos para debater o tema “transplante de órgãos”. O evento aconteceu em Florianópolis, Santa Catarina.  Foram realizados simultaneamente, o I Fórum Internacional de Coordenação de Transplantes do Brasil e o I Simpósio Internacional de Eficiência para Efetividade no Processo de Doação e Transplantes, além do XXIII Curso de Formação de Coordenadores Hospitalares de Transplantes de Santa Catarina, todos realizados pela Central Estadual de Transplantes de Santa Catarina, em parceria com a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT) do Ministério da Saúde.

CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Especialistas dos Estados Unidos, Espanha, Argentina, e de 22 estados brasileiros estiveram em Florianópolis, no encontro que promoveu discussões sobre todas as etapas do processo que inicia no momento da notificação de morte encefálica do potencial doador no hospital, passa pela entrevista familiar, alocação e logística do enxerto pela Central Estadual de Transplantes (CET) e o transplante pela equipe médica especializada. Também foram debatidas questões ligadas à gestão de recursos financeiros das CETs.

Participaram do evento, representando a Secretaria da Saúde (Sesa), a coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo (CET-ES), Maria Machado, juntamente com as médicas Priscila Bachetti e Ana Cláudia Nogueira.

Maria Machado reforça que o encontro foi o cenário para o compartilhamento de conhecimentos com encaminhamentos que vão desde a elaboração do Plano Estadual de Transplantes e atualizações na Política Nacional de Transplantes.

“A experiência destes 20 anos da CET-SC compartilhada nesses dias de evento demonstraram os caminhos percorridos para chegarem a ser hoje uma referência internacional de gestão de doação de órgãos e transplantes”, disse a coordenadora.

No Espírito Santo há equipes credenciadas para a captação de coração, fígado, rim e tecidos (córneas e medula óssea). “Contudo, equipes de outros Estados credenciadas pelo Sistema Nacional de Transplantes podem vir captar quando ofertados pelo Estado coração, pulmões, fígado, rim, pâncreas, intestino e tecidos (córneas, pele, ossos, tendões)”, disse Maria Machado.

Sistema de doação de órgãos no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo. Atualmente, cerca de 95% dos procedimentos realizados em todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isso significa que, diferentemente de qualquer outra terapia médica, o transplante só ocorre com a doação.

O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico regulamentado por lei, no qual um órgão ou tecido doente é substituído por outro saudável, que tem por objetivo melhorar a qualidade de vida. Para isso, é preciso que haja doadores – vivos ou mortos. O transplante é um tratamento efetivo para muitas doenças e, eventualmente, se torna a única opção terapêutica.

No entanto, o transplante só acontece com a autorização de um familiar do doador. Portanto, informe sua família o seu desejo de se tornar um doador. “É importante inserir o tema nas discussões em família, para que o seu desejo de ser um doador fique claro para seus familiares. Manifestem seu desejo em vida”, explicou Maria Machado.

De janeiro a outubro deste ano, foram realizados 368 transplantes no Espírito Santo. No entanto, 1.329 pacientes aguardam na fila sendo: 06 pessoas a espera por um coração, 31 por um fígado, 261 por córneas, e 1.031 por um rim.

CONTEÚDO PUBLICITÁRIO