A combinação entre a estação mais quente do ano e a maior frequência nas praias do Estado, consequentemente aumenta o consumo de alimentos e bebidas comercializados em ambientes abertos, muitas vezes de origem incerta, que podem causar problemas à saúde.

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Pensando nisso, a Vigilância Sanitária Estadual listou, em uma nota técnica enviada às prefeituras de todo Espírito Santo, alguns cuidados básicos para minimizar os riscos de contaminação alimentar e outros problemas de saúde, para aproveitar o período de forma saudável. A intenção do relatório é orientar os serviços municipais e a população em geral para os cuidados com a saúde no verão.

De acordo com a chefe do Núcleo Especial de Vigilância Sanitária (NEVS), Kelly Rose Areal, este é um trabalho que vai além da fiscalização e tem um caráter de orientação sobre consumo de alimentos, protetor solar, bronzeador e repelentes.

“O objetivo é realizar ações de educação, promoção e proteção da saúde intervindo nos riscos decorrentes de atividades de interesse da Vigilância Sanitária do Espírito Santo para a melhoria da qualidade de vida da população”, disse Kelly Areal.

Alimentos

De acordo com o relatório, as altas temperaturas favorecem a proliferação de fungos e bactérias, o que ocasiona a redução da vida útil dos alimentos. Por isso a importância de se manter os cuidados com o preparo e o consumo, principalmente em ambientes externos, como praias e feirinhas.

No verão, as chamadas Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) podem ocorrer com maior frequência. Essas DTAs são provocadas pelo consumo de alimentos contaminados com microorganismos prejudiciais à saúde, parasitas ou substâncias tóxicas. A maior parte delas pode ser prevenida por meio da adoção de procedimentos higiênicos por quem manipula os alimentos. A exposição dos alimentos a temperaturas elevadas favorece o crescimento dos microorganismos prejudiciais à saúde.

Nesse sentido, o médico e secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, destaca que “não se deve comer alimentos sem garantia de procedência. É importante produzir o que vai comer no dia e evitar comida requentada. Os sintomas de intoxicação alimentar são vômito, náusea, cólica, diarreia, dor abdominal e mal-estar, e podem estar associados a febre e dor de cabeça”, disse o secretário.

Por isso, saber observar os sinais é fundamental. Regras básicas como lavar as mãos antes de comer e depois de ir ao banheiro são importantes, no entanto outros cuidados também devem ser adotados.

De acordo com Kelly Areal, os manipuladores, ou seja, aquelas pessoas responsáveis pelo preparo, são os principais responsáveis por garantir a segurança do alimento preparado, mantendo sempre a higiene pessoal e do local de preparo dos alimentos.

Para quem vai consumir, é importante não comprar alimentos se a embalagem estiver perfurada, suja, amassada, estufada ou trincada.

Dicas para evitar a contaminação por alimentos e bebidas

  • Beba água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura;
  • Evite adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas;
  • Assegure-se de que todo alimento esteja bem cozido, frito ou assado;
  • Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura (abaixo de 5°C) ou bem aquecidos (acima 60°C);
  • Evite o consumo de frutos do mar crus;
  • Evite consumir leite e seus derivados crus;
  • Evite o consumo de preparações culinárias que contenham ovos crus;
  • Evite frutas e verduras danificadas (a casca protege esses alimentos de contaminação);
  • Quando for consumir alimentos exóticos, seja prudente e não exagere;
  • Alimentos embalados devem conter no rótulo a identificação do produtor e data de validade e a embalagem deve estar íntegra.

Cuidados com a pele

Em relação aos cuidados com a pele, o uso de protetor solar é fundamental para evitar queimaduras.

Por conta disso, a Vigilância Sanitária Estadual orienta sobre os cuidados simples que podem fazer a diferença na proteção da pele contra os danos dos raios solares.

Opte por produtos de qualidade, registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), observando se as embalagens apresentam o número de registro do produto, a indicação do fator de proteção solar, o modo de usar, prazo de validade, a indicação da necessidade de reaplicação para manter a sua eficácia entre outras orientações.

Quanto ao uso de equipamentos para bronzeamento artificial estético, Kelly Areal afirma que, diante da dificuldade de se determinar o nível de exposição seguro, o recomendado é utilizar somente produtos regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Ela destacou ainda que cuidados simples podem fazer a diferença na proteção da pele contra os danos dos raios solares, e por isso é fundamental evitar o bronzeamento e utilizar sempre algum tipo de proteção quando for realizar atividades ao ar livre.

Fiscalização

A responsabilidade da fiscalização, de acordo com Kelly Areal, depende de vários fatores, entre eles, o tipo de atividade econômica exercida e o tipo de produto final.

“A fiscalização de ambulantes poderá ser de competência dos órgãos de Postura ou de Vigilância Sanitária, de cada município”, explicou.